Meu coração dispara, minha mão gela. A vida está a nossa disposição, mas não somos nós que a controlamos. Nós que somos vítima da situação. As portas estão em automático, e não depende mais nada do passageiro, agora é confiar no piloto. Frio na barriga. Como em uma viagem de avião, temos altos e baixos, turbulência e equilíbrio. Este o mais desejado, a estabilidade, quando podemos realmente relaxar e aproveitar o voo.
Medo mesmo é quando passamos por dificuldades, na saúde, financeiro, matrimonial ou outra qualquer. É o momento que o avião passa pelas nuvens. Mãos seguradas na cadeira, escutamos o aviso de atar os cintos, e oramos para que aquilo passe logo. E realmente passa. E no final, chegamos ao nosso destino. Difícil é encarar a chegada sem ter ninguém nos esperando do outro lado da porta. Nem que seja com a placa escrita com o nosso nome.
Mas sua companhia muda todo o meu percurso. E tudo fica mais fácil. Quando estou relaxada é em teu ombro que cochilo. Tremendo de medo, é teus braços que aperto. E quando chego no destino, te tenho ao meu lado, e nada mais me importa. Obrigada por fazer parte da minha vida. O meu amor, meu eterno amor.