quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Madrugada escura como qualquer outra
As quatro da manhã aquele senhor acordava diariamente, com uma disposição que moço algum acordara. E fazia a mesma coisa, como um ritual. Põe o chinelo, levanta, agradece a Deus (olhando pela janela as nuvens ainda escuras), escova os dentes e vai preparar seu café com pouco açúcar. Acordava a esposa dizendo: hora do roçado. Já ia o senhor de oitenta e dois anos trabalhar com garra e força de vontade. Eu já o via vencedor. Todo esforço pelo seus dois filhos homens, Miguel e Tiago. Mas em uma madrugada escura como qualquer outra, só que mais fria e triste, o senhor não levantou. A manhã que era sagrada, com muito movimento e trabalho , ficou silenciosa e quieta. A esposa acordou e estranhou vendo o marido ainda deitado, e quando vai acorda-lo, percebe que já não se podia fazer mais nada; o senhor haveria falecido. A família se desperdiçou. Ele era a base de tudo, disse a viúva.
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